Vivi no lar cerca de 9 anos, e faz este ano (algures em Agosto), 14 anos que fechei esse ciclo.
Sábado, fui almoçar com uma boa parte das utentes (e responsáveis) que passaram por esta instituição, e, ontem, fui jantar ao lar que me acolheu durante 9 anos. Quase 10 anos da minha vida.
Entrei para este lar, algures em Setembro, muito perto de iniciar o 10.º ano, numa escola nova. Tinha 15 anos...
É-me difícil colocar em palavras escritas e, até mesmo, verbalizar em que consistiu genuinamente esses 9 anos. Tenho receio do verdadeiro sentimento se perder nas palavras. Ora, aqui está um percurso que só mesmo Deus sabe o que foi sentido e vivido por mim. Prefiro deixar assim. Talvez, um dia, encontre um texto, um testemunho, uma passagem bíblica que reflicta essa temporada.
Ontem, passados 14 anos, voltei a entrar nesta casa. O hall já é diferente, mas, o quadro ainda é o mesmo. Ahh... ainda um quadro aqui, as mesas e cadeiras do refeitório os mesmos. Os cortinados dos quartos são os mesmos! As sapateiras, também.
Os beliches deram lugar a caminhas de madeira, o que tornam os quartos mais pequenos. Aliás, pareceu-me tudo tão mais pequeno. O cheiro da lavandaria é o mesmo e o sabor da comidinha caseira sempre a mesma. Outras mãos, mas, o mesmo sabor!
Têm um projecto inovador - apartamento autonomização - que prepara as meninas para o passo da independência. Ahhh... se há 14 anos tivessem este projecto, sei que a minha caminhada seria diferente, em muitos aspectos práticos. Parabéns! Muitos, Parabéns pelo trabalho que fazem e, acreditem que transformam vidas.
A Deus, a minha eterna Gratidão por esta oportunidade tão única, tão minha. Tão cheia de aprendizagem e, ontem, ao dar testemunho às meninas, do impacto que o lar teve na minha vida, percebi que o capítulo não foi encerrado. Foi um capítulo digerido para testemunhar a importância do valor que o lar tem e terá na vida de quem lá passa.
O facto de já estar do lado de cá (fora da instituição, à mais de 10 anos) penso que incentivará cada menina a ver toda a circunstância com esperança por um futuro risonho. Sempre, risonho. Sempre, com Gratidão.
Ontem, passados 14 anos, voltei a entrar nesta casa. O hall já é diferente, mas, o quadro ainda é o mesmo. Ahh... ainda um quadro aqui, as mesas e cadeiras do refeitório os mesmos. Os cortinados dos quartos são os mesmos! As sapateiras, também.
Os beliches deram lugar a caminhas de madeira, o que tornam os quartos mais pequenos. Aliás, pareceu-me tudo tão mais pequeno. O cheiro da lavandaria é o mesmo e o sabor da comidinha caseira sempre a mesma. Outras mãos, mas, o mesmo sabor!
Têm um projecto inovador - apartamento autonomização - que prepara as meninas para o passo da independência. Ahhh... se há 14 anos tivessem este projecto, sei que a minha caminhada seria diferente, em muitos aspectos práticos. Parabéns! Muitos, Parabéns pelo trabalho que fazem e, acreditem que transformam vidas.
A Deus, a minha eterna Gratidão por esta oportunidade tão única, tão minha. Tão cheia de aprendizagem e, ontem, ao dar testemunho às meninas, do impacto que o lar teve na minha vida, percebi que o capítulo não foi encerrado. Foi um capítulo digerido para testemunhar a importância do valor que o lar tem e terá na vida de quem lá passa.
O facto de já estar do lado de cá (fora da instituição, à mais de 10 anos) penso que incentivará cada menina a ver toda a circunstância com esperança por um futuro risonho. Sempre, risonho. Sempre, com Gratidão.









