quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Back in time [ACISJF]

Vivi no lar cerca de 9 anos, e faz este ano (algures em Agosto), 14 anos que fechei esse ciclo.
Sábado, fui almoçar com uma boa parte das utentes (e responsáveis) que passaram por esta instituição, e, ontem, fui jantar ao lar que me acolheu durante 9 anos. Quase 10 anos da minha vida.
Entrei para este lar, algures em Setembro, muito perto de iniciar o 10.º ano, numa escola nova. Tinha 15 anos...
É-me difícil colocar em palavras escritas e, até mesmo, verbalizar em que consistiu genuinamente esses 9 anos. Tenho receio do verdadeiro sentimento se perder nas palavras. Ora, aqui está um percurso que só mesmo Deus sabe o que foi sentido e vivido por mim. Prefiro deixar assim. Talvez, um dia, encontre um texto, um testemunho, uma passagem bíblica que reflicta essa temporada.
Ontem, passados 14 anos, voltei a entrar nesta casa. O hall já é diferente, mas, o quadro ainda é o mesmo. Ahh... ainda um quadro aqui, as mesas e cadeiras do refeitório os mesmos. Os cortinados dos quartos são os mesmos! As sapateiras, também. 
Os beliches deram lugar a caminhas de madeira, o que tornam os quartos mais pequenos. Aliás, pareceu-me tudo tão mais pequeno. O cheiro da lavandaria é o mesmo e o sabor da comidinha caseira sempre a mesma. Outras mãos, mas, o mesmo sabor!
Têm um projecto inovador - apartamento autonomização - que prepara as meninas para o passo da independência. Ahhh... se há 14 anos tivessem este projecto, sei que a minha caminhada seria diferente, em muitos aspectos práticos. Parabéns! Muitos, Parabéns pelo trabalho que fazem e, acreditem que transformam vidas.
A Deus, a minha eterna Gratidão por esta oportunidade tão única, tão minha. Tão cheia de aprendizagem e, ontem, ao dar testemunho às meninas, do impacto que o lar teve na minha vida, percebi que o capítulo não foi encerrado. Foi um capítulo digerido para testemunhar a importância do valor que o lar tem e terá na vida de quem lá passa.
O facto de já estar do lado de cá (fora da instituição, à mais de 10 anos) penso que incentivará cada menina a ver toda a circunstância com esperança por um futuro risonho. Sempre, risonho. Sempre, com Gratidão. 


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Grateful for my inside job

Desde ontem, 2.ª feira, chove a cântaros, na Invicta. Quase non-stop. Murmurar pelas coisinhas que ocorrem por aqui, parece-me lamentável perante estar enorme bênção de ter um emprego onde não apanho chuva, vento ou frio.

[Ano 2015] "Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente..."*

Até hoje, dos mais mixes. Dizia eu que 2013 foi o ano de perguntas. 2015, sem dúvida alguma, foi um Ano de Respostas. Assim, em modo resumé:
❥ casei-me com o meu melhor Amigo :)
❥ vivi cerca de 9 meses na casa emprestada dos Salgadinhos. Muito além do expectável. [E, eu que já devia saber que o Tempo não é meu!] Entrei no barco a pensar que seria por umas semanas, no limite, 4 meses... ah!ah!ah! O Paizinho já me conhece. Se me tivesse dito antes como seria, com toda a certeza, não entraria no barco.
Nestes 9 meses, aprendi mais sobre o verbo Esperar. Esse verbo que a maioria de nós não gosta e o qual entra na minha vida mais vezes do que eu meu eu gostaria, confesso. Mas, em tudo Deus tem um propósito, mesmo sem, muitas vezes, entender...
Aprendi a deixar-me Amar pela família que Deus me deu. A confiar, a ser "objecto" de Amor por parte de pessoas que, até então, eram só a família do meu namorado. Aprendi a deixar-me ajudar, a aliviar a carga dos dias e, de um passado. Família. Aprendi a rir-me mais da tribulação, com verdadeiro contentamento.
Aprendi (mais uma!) uma grande lição sobre Generosidade, do que flui do coração e o que é "Ser Família", não tem preço. Só resta a dívida de Gratidão (a única dívida que amo). Ahhhh... como edifica ver, viver, aprender como se pratica a Generosidade. Grata, família Salgado por esta aula tão valiosa.
❥ com a Graça de Deus, Home Sweet Home - foi uma caminhada a transbordar de desafios. Mas, olhando para trás e a sentir o que estou a sentir hoje, todos esses espinhos se dissiparam e, muito sinceramente, já tenho dificuldade em me lembrar, ao detalhe, dos dissabores desta caminhada. A Felicidade, o sentir: "é mesmo comigo que está a acontecer tudo isto?" trás à minha memória a grande Promessa de Deus. Diz Ele que não teria atraso de um só dia... tão verdade! Em todos os ângulos, alcançando muitos, o Tempo só podia ser mesmo este. Tão, mas, tão cheia de Gratidão!
Regressou a Casa, a 30 de Novembro, o meu Lille Ven - ao contrário da maioria das pessoas que testemunharam a sua presença nas suas vidas no seu tempo lúcido, eu, devo ter sido das poucas pessoas a dar testemunho no período da sua doença Alzheimer.
No inicio do meu namoro com o Ti, já lá vão 3 anos, Lille Ven começou a sua perda de memória entre quedas e internamentos no hospital, com os filhos a viver noutros países, a esposa, até então (e, ao longo de uns 50 anos de vida), tão dependente do amigo, marido e pastor.
Pessoalmente, a permanência na sua vida foi nos mais diversos lugares e estados da doença: em sua casa, dar-lhe de comer, aconchegar-lhe a manta, calçá-lo. No hospital, pós-quedas, dar-lhe de comer, fazer-lhe companhia. Percebermos que sozinhos não podiam estar, ida para um primeiro lar de idosos e constantes visitas. Mudança de lar para o LEP, a sua última residência, entre nós.
Ao longo destes 3 anos, constatei, mais uma vez, que os grandes Servos de Deus, na fase final de vida, não recebem o Amor que deveriam. Isso, entristeceu-me imenso. Fez-me, também, perceber que o cristianismo se revela, exactamente, nestas circunstâncias adversas. Quando as cortinas se fecham, aí se revelam quem se vai levantar para aplaudir e dar um passo em frente para servir (não só, mas, também!) a quem já serviu de um modo sobrenatural. Mas, lá está, a Palavra de Deus diz-nos que é assim mesmo no percurso de vida dos Servos de Deus. Motivo de orgulho, para estas vidas.
Aprendi que o Amor, a humildade, a doçura e o riso fácil não se apagam com a doença. Pareceu-me que esquecendo-se de andar e falar, manteve estas características que fizeram dele o pastor que foi. Ah... e das pessoas que o marcaram, dessas ele não se esquece. Tinha memória delas, apesar de não se recordar de onde ou qual o grau de parentesco. Mas, acredito que soube sempre que eram especiais na sua vida.
Aprendi, mais de mim: vale a pena investir tempo e orações por quem mais precisa. É o caminho certo, o coração que Deus quer que tenhamos com os Seus Filhos.
Alzheimer, a doença que leva os pensamentos, mas, não leva os sentimentos. 
❥ desactivei o meu FB - apesar do modo com que esta rede social me aproxima de pessoal que não vejo regularmente, ou, à imenso tempo; trás o lado vício, ler o que não quero e nem gosto, um pouco tóxico nos relacionamentos. A vida real é mais edificante, sem dúvida!
De malas na mala no carrinho velhinho (que já foi do Lille Ven) cumpri, sem dar conta disso, um grande sonho de à anos (ahhh... quantas vezes via noutras famílias e pensava: "deve ser tão bom...") - pelo país fora, mapa na mão (amo apontar as paragens no mapa já a rasgar de tanto uso!) lá fomos, na lua-de-mel, uma volta ao nosso Portugal. De norte a Sul, interior e litoral. Um pouco por todos os cantinhos do país, conheci, desfrutei com o marido uma viagem tão deliciosa. Portugal é lindo! Nas férias grandes, lá fomos nós, novamente. No meu birth, por Baiona. Mas, que ano em viagem de carro. Ahh... tãooo bommm!!!!
Saúde - é este o maior motivo de gratidão, para mim, família eterna e quem me rodeia.
Não, nunca pensei ser possível viver ao limite sonhos que (em alguns casos) nem sabia ter. É, assim, o Paizinho. Sempre a mimar.
2015, senti que recebi muito mais do que preciso. O que tenho é mais do que suficiente. Faz-me pensar que 2016 será um ano de escoar o excedente (uma tarefa iniciada em final de 2015) para equilibrar essa "suficiência".
____
[* Filipenses 4:18 Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

❥ Home Sweet Home ❥ #4

Mobilar e decorar uma casa em pleno mês de Dezembro, obriga-me a ouvir, em todas as lojas: "é para oferecer?!", "para embrulhar?"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Filipenses 4:18 [Abundância]

Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.
***
Deste meu 2015, inicialmente, o meu eu a pensar que estava a receber menos. Mas, chego ao final do ano e só me posso ajoelhar, a sentir-me um pouco ingrata ao constatar um facto: recebi mais do que aquilo que imaginei. Mais do que algum dia pensei ser possível. Sim, tudo no espaço de um ano. Deste meu 2015.

You must decide in your heart how much to give*

*“You must decide in your heart how much to give. And don’t give reluctantly or in response to pressure. For God loves a person who gives cheerfully.” (2 Corinthians 9:7 NLT, second edition)

Christmas isn’t primarily about compassion. It’s about generosity. First and foremost it’s about God’s generosity toward us that was demonstrated when he gave his one and only Son so that we could have new life.
Because of this truth, as we are in the Christmas season, there’s no better attitude we can develop than generosity. Being generous isn’t about how much you give. The amount is irrelevant. It’s all about your attitude! The Bible says, “Whatever you give is acceptable if you give it eagerly. And give according to what you have, not what you don’t have” (2 Corinthians 8:12 NLT, second edition).
Generosity isn’t about your wealth; it’s about your willingness — to help others, to show love to other people, and to honor God.
In 2 Corinthians 9:7, God gives us three specific characteristics of an attitude of authentic generosity:“You must decide in your heart how much to give. And don’t give reluctantly or in response to pressure. For God loves a person who gives cheerfully.”

This kind of biblical generosity is:
Always thoughtful. “You must decide in your heart …” You need to think about how much you’re going to give. Don’t do it impulsively or emotionally. You make up your own mind — and you plan it.
Always voluntary. “Don’t give reluctantly or in response to pressure.” Never, ever, ever give out of guilt. When you do, you don’t get credit for it, and it won’t grow your heart.
Always cheerful. “For God loves a person who gives cheerfully.” The word “cheerful” in the Bible is the Greek word “hilarious.” You know the word we get from that — “hilarious.” If you can’t give hilariously, don’t. Just be a Grinch. Be a miser. Be a Scrooge. You don’t get any credit for giving unless you give to somebody cheerfully.
Be generous with your giving. Again, it’s not about the amount you give — it doesn’t have to be about money at all. You can be generous with your time or with your talents. Whatever you give, do it thoughtfully, voluntarily, and cheerfully.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Aos meus 27 anos, "se eu soubesse o que sei hoje..."

Burying the hurts, wounds and scars of your heart and soul does not make them go away. You cannot eat them away, drink them away, ignore them or hide them in your work or in your relationships. Eventually, they re-emerge (often with habits that are harder to heal than the wounds themselves).
Ao ler estas partilhas, viajei, também, aos meus 27 anos. Já lá vão, exactamente, 10 anos.
Já estava a trabalhar no mesmo lugar de hoje. Mas, se a memória não me falha, na altura, pensava seriamente em sair... ainda procurei outros empregos. Surpreendi-me,até, com o que a a minha experiência evidenciava sobre mim. Pelos vistos, eu nem tinha a noção... O que me motivava a avançar não venceu a insegurança e outra das tais falsas verdades que tinha a meu respeito.
Durante anos (incluindo esses meus 27 anos), menti a mim mesma sobre tanta coisa, comprei verdades que eram mentiras. Mentiras essas que me custaram um aprisionamento até à poucas semanas atrás. Ou, como digo... talvez, uns 20 anos da minha vida. E, fazendo bem as contas, este 2015, 10 anos depois dos 27 seja o inicio de (mais) uma oportunidade que Deus me está a dar.
É Este o Deus da Graça, mesmo não merecendo! Considerando-me totalmente abençoada por ter Deus, o meu Paizinho a motivar-me a cada dia a ser uma melhor Filha, a cada dia. Mais Feliz com a Vida que Ele me deu.
Só posso olhar para os meus 27 anos com Gratidão por não me esquecer deles, do que na verdade era o meu coração e ao me que levou. Sem os meus 27 anos, impossível perceber a dimensão da Graça de Deus no Hoje. Sem os meus 27 anos, impossível perceber a dimensão (mesmo assim, longe de perceber a real dimensão) das falhas. Mas, sem os meus 27 anos, impossível tentar hoje transformar e não repetir tantos dos erros.
Poderia dizer: ahhh, se eu soubesse o que sei hoje nos meus 27 anos..." Sim, poderia dizer, mas, não teria a percepção das consequências dos meus actos.
Mas, parafraseando um desabafo lindo da Sofia, só substituía o destinatário (que, às tantas, é os mesmo):
- ❥-
meu querido coração [Paizinho], 
é em Ti que moram todas as dúvidas, mas também todas as certezas. é de Ti que saem as mais difíceis, mas também as melhores decisões. 
é do Teu lado que permaneço sempre que preciso de me encontrar. é pelo Teu «tenta outra vez» que espero quando não sei o que fazer.
é pela confiança que me dás na bússola que sabe sempre. é pela vontade persistente que manténs e que me ajuda a seguir em frente. é pela Voz serena que me abraça quando preciso de mais Fé. é pelo lugar bonito que És porque aloja as pessoas-sol da minha vida.
sinto-me agradecida a Ti. profundamente agradecida.
por cuidares de mim, por gostares de mim, por seres bom para mim, por me ensinares, todos os dias, a conjugar com alegria o verbo viver e com resiliência o verbo acreditar: o que é meu chega com o tempo e o que não é vai-se com ele."

❥ Home Sweet Home ❥ #3

[Gratidão por aprender a deixar amarem-me]
Um dos "modos-de-estar" na vida, em especial, perante os outros que fui adquirindo ao longo dos anos foi a máxima: não incomodar o meu próximo. Fui interiorizando: "não quero ser estorvo, não quero atrapalhar a rotina de outros com as minhas situações,...". Faz-me lembrar um livro que li à tempos, de Joyce Meyer, cujo tema me é dirigido: o campo de batalha na minha mente.
Vamos interiorizando falsas verdades, algumas vezes (ou, quase sempre!), originadas pelas circunstâncias vidas. E, se as circunstâncias forem más, vamos formando falsas verdades que, a longo prazo, formam correntes e falsas verdades sobre o modo como olhamos para os outros. Aí, a caminhada torna-se muito mais difícil porque não aceitamos a ajuda de ninguém... não vá estarmos a incomodar o outro.
Ao longo de, mais ou menos, 20 anos (!!!) uma dos pontos na minha personalidade acorrentada foi, exactamente, esta falsa verdade em batalha na minha mente.
O casamento e, neste momento, tudo que gira à volta da Mudança para o meu novo Lar faz-me pensar nestas falsas verdades que estão a ser substituídas pela Verdade do Paizinho.
[Porque as armas da nossa milícia não são carnais
[armas de carne e sangue], e sim poderosas em Deus,
para destruir [derrotar] fortalezas, anulando sofismas,
[Visto que refutamos argumentos e teorias e
questionamentos] e toda altivez [e superioridade] que se
levante contra o [verdadeiro] conhecimento de Deus, e
levando cativo todo pensamento [e propósito] à
obediência de Cristo (o Messias, o Ungido).
2 Coríntios 10.4-5
Mudanças que me "obrigam" a ver a Verdade, a perceber que o tal incomodo não é aceite na verdadeira Família que Deus coloca na minha vida.
Ontem, tinha marcado com o sr. dos electrodomésticos pelas 18h30. Ora, dado o caos do trânsito, eram perto das 19h e eu atrasada. Sem contacto do senhor, o marido não estava perto e com telemóvel desligado, vi-me "obrigada" a ligar ao sogro (só eu sei o quanto me custa ligar, a "incomodar"!). Ele, que estava perto da loja, sem eu ter pedido, foi logo lá e, daqui ligaram ao senhor que estava à minha espera.... Tão, mas, tão simples... E, eu, em batalha na minha mente.
A caminhar, em passo acelerado, pensava o quão Grata sou pelas minhas pessoas. Pelo modo, sem se aperceberem, como me ensinam que é benção ter pessoas-família que nos ajudam nas áreas que não conseguimos chegar.
A caminhar, em passo acelerado, pensava nas minhas madrinhas que tão alegremente me têm ajudado a mobilar, marcar com fornecedores, estarem disponíveis para irem ao nosso Lar nos horários que me são impossíveis.
A caminhar, em passo acelerado, pensava no marido que, no tanto, me ajuda a carregar os fardos diários. Sem cobranças, simplesmente, porque me Ama.
A caminhar, em passo acelerado, trouxe à memória, a conversa que tive com o Salgado e sobre o modo natural com ele, como família, vê a Família.
Assim, sem preço. Não há preço que pague estes Laços que Deus criou no coração humano e que, tantas vezes, são deturpados e sem sentido em tantas famílias causando as suas destruições ou maus relacionamentos.
Desacorrentar o coração de pensamentos errados. Alinhar e aproveitar as circunstâncias que Deus coloca nas nossas vidas para viver muito mais Feliz, em Família. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

❥ Home Sweet Home ❥ #2

 é sentir, a cada instante, esta benção entre o procurar e escolher, sem receios. Sabemos que Deus mima, Deus cuida. Tão, mas, tão Grata!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

❥ Home Sweet Home ❥ #1

"God’s greatest mercies often come in the most unexpected packages."
Ao ler esta partilha, trouxe à memória o inesperado Mimo com que Deus nos presenteou esta semana. Tão somente 80%... É, de facto, Grandioso! Deus conhecendo cada detalhe do percurso, envia-nos uma prenda destas?! Totalmente longe do que poderia imaginar ou idealizar. Tão, mas, tão longe. Em tudo há um tempo determinado e esta prenda veio mesmo no momento certo. Se, tivesse sido uma semana antes, o pacote não seria o mesmo (e, até viria com desilusão à mistura). Foi, exactamente, na semana certa! 
Um episódio que me me fez pensar em Habacuque: Não houve atraso de um só dia. Ahhh... tão Verdade! É que não poderia ter sido uns dias para trás (ausência dos 80%), nem dias para a frente (esgotamento dos 80%)!
John Piper says, “God is always doing 10,000 things in our lives, and we may be aware of 3 of them.”

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

❥ Home Sweet Home ❥

[27.11.2015]
Chave na mão, luz e água ligadas, um tour pelas lojas mais bonitas de mobiliário e decoração. Tudo para o recheio do nosso Lar.
Não tinha ideias definidas, só sei sempre o que não gosto... Ontem, feriado, com o tempo a apertar, just in case, passamos numa loja e qual o nosso espanto: mobília a 80% e decoração pequena a 50%! Uauuu... Sem palavras, Paizinho, por tal mimo!!!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Advento em modo largar bagagem

[Dezembro 2015]
Para além deste último Novembro, Dezembro assemelha-se em deixar bagagem, abrir janelas, deixar arejar para entrar uma nova vida. Este meu Dezembro começa com o largar das últimas bagagens, coração a ficar em ordem para receber e viver esta nova fase com alegria redobrada.
Continuo sem compreender este mover das pessoas, o que as motiva a se comportarem de determinadas maneiras. Concluo que a máxima de Deus: amar o próximo como a ti mesmo, não entra no vocabulário de muitas pessoas.
Mas, a par destas constatações que, vendo bem, só serviram para me me edificar, perceber, de um certo modo, o que não me move e em que devem consistir os relacionamentos humanos. Aprendi a ler melhor os contextos, a deixar de verbalizar tantas emoções nos momentos críticos porque do outro lado, se alguém não está a ouvir com "boas intenções", usará isso em seu benefício. Certos pensamentos, ficam sem dúvida entre mim e o Paizinho. Também, este conceito de confiança trouxe-me dissabores. É... nunca pensar que o outro não me faria o que não gostaria que lhe fizessem... Sempre uma surpresa! Grandes lições aprendi num espaço de 1 ano.
Mas, que alegria que é, também, perceber o lado compreensivo, paciente e disponível de outras pessoas. É essa confirmação que me faz continuar acreditar no coração sincero das pessoas, independentemente de cargo ou entidade.
Mas, foi o Paizinho que mais me surpreendeu tal a Fidelidade e cuidado infinito teve Ele para com tudo. Ama-me tanto que, mesmo sem merecer, cuidou de cada detalhe. A Ele toda a Glória e Gratidão por me deixar fazer esta Viagem tão cheia de Vida com Ele. Gratidão, Paizinho! 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Novembro/15 e a bagagem que perdi

"Aprender a perder bagagem. Deixar coisas para trás, colocar as que não conseguimos resolver nas mãos de Quem tudo pode, confiar as que não sabemos a Quem conhece com detalhe e tem uma visão perfeita de todas as coisas. Largar para conseguirmos continuar e correr."
***
Penso que não consigo colocar em palavras, porque nem eu própria imaginava como me iria sentir quando larga-se a bagagem pesada que me prendia há tantos anos. Curioso, porque larguei bagagem imaginada e aquela da qual nem tinha conhecimento. Sabem, aquela bagagem que pensamos já ter largado, mas, depois chega o dia da verdade e percebemos que, afinal, ainda está lá? Novembro trouxe-me essa constatação.
O alivio foi ainda maior! Larguei muito mais do que estava à espera. Deus, Aquele que conhece mais do que imagino.
Neste Novembro, também, renovei e ganhei nova bagagem. Umas com quais contava e outra nem por isso. Nova mochila, novos desafios lá dentro.
Entro, assim, em Dezembro em modo: renovação, preparação, com Alegria, expectante pelo que vem a seguir. Não só pelo meu Jesus, Salvador, mas, por todas as promessas que Ele me fez e se cumprem. Não há atraso de um um só dia. É, no tempo do meu Jesus.
De coração cheio de Gratidão!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Volta de 360.º

2015 já vai no fim... mas, nunca pensemos que já não há nada a fazer no tanto que gostaríamos de mudar (em nós). Arregaçar as mangas, mãos ao trabalho, passo de Fé porque Deus está no controle do barco. Temos de fazer a nossa parte, sempre! O Paizinho fará, a Seu Tempo, o que é melhor para cada um de nós.
Este ano, tem sido assim... passos de Fé. Pasmar, parar, desmotivar, levantar, arregaçar as mangas e continuar. E, dá-me a sensação que cada vez que me levanto o Milagre é ainda maior, vem em espécie bola de neve-benção. Normalmente, lembramo-nos: "ahhh... aconteceu-me isto e, para piorar, lá veio isto... tudo junto!" Pois, e quanto às bençãos? Aquelas esmagadoras que vêem ao mesmo tempo. Uma espera pela outra.
Chega o tão esperado dia. Pensamos que vamos reagir com extrema euforia. Mas, a tranquilidade vem em primeiro lugar. É uma euforia interior que se exterioriza de um modo contido. Também, gosto deste sentimento. Ajuda-me a digerir melhor a imensidão da benção.
Lia aqui:
"Aprender a perder bagagem. Deixar coisas para trás, colocar as que não conseguimos resolver nas mãos de Quem tudo pode, confiar as que não sabemos a Quem conhece com detalhe e tem uma visão perfeita de todas as coisas. Largar para conseguirmos continuar e correr."
Ahh... largar para conseguirmos continuar a correr. É exactamente isso. Daí gostar tanto desta estação e, ontem, foi o que senti. Senti que estava a deixar para trás algo grandioso, mas, necessário para correr mais leve... muito mais leve!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Às vezes fazemos escolhas e às vezes são as escolhas da vida que nos escolhem*

[aqueles desabafos, em que nos revemos. Não nesta dor especifica, mas, noutras dores. Cada um de nós trava o seu próprio desafio. Também, pertenço ao grupo de pessoas que encara Setembro como começar um novo ciclo em certas áreas! Tão, tão bom ler este desabafo]
***

* "Depois de um período (longo) de costas voltadas para mim, de ter encontrado na dor da perda (a segunda perda) uma razão forte para encolher os ombros ao resto, para seguir em frente e ignorar todos os sinais, todos os pedidos que o meu corpo me fez, todas as campainhas de alerta que encontrei pelo caminho e que fingi não ouvir, páro apenas quando a vida põe à minha frente um enorme semáforo (saúde em risco) que não sai da cor vermelha. E é aí que somos mesmo forçados a parar e enfrentar. A olhar para dentro de nós. A deixar de usar a dor e o tempo e o resto do mundo, como "desculpa" para não sermos a nossa prioridade. A aceitar que (se calhar) precisamos de ajuda. E a agradecer quando a ajuda surge pela mão de quem nos quer bem. Começou ontem um novo ciclo. Começou ontem uma nova oportunidade que a vida me deu para voltar a fazer as pazes com uma parte de mim. Começa hoje a minha prova de fé, a vontade de provar a mim mesma que sou capaz. E de dizer, de peito aberto, a quem me lê, que acredito que as pessoas também podem inspirar os outros nas suas fragilidades. Afinal, somos todos tão parecidos nos medos, nas dúvidas, nas lutas e na certeza de que ninguém é perfeito, ninguém faz sempre tudo certo, nenhuma vida se pinta só de cor de rosa.Esta é a minha luta. (...)"

terça-feira, 21 de julho de 2015

Contar bençãos, colecionar alegrias

Gosto disto. Desta coisa simples que o Paizinho tanto insiste: contar bençãos. Nos últimos anos tenho aprendido a viver assim. Estilo de vida? Talvez! É uma opção de vida. Até porque, sou pessimista por natureza, por isso, é um contrariar o meu "Eu". É um alerta constante ao que de nada me edifica. Hoje, dou por mim, com um mural de gratidão na cozinha e, a cada dia, partilhar a Alegria, as alegrias, as bençãos diárias com o marido. Vou-me apercebendo que vamos celebrando o "por tudo e por nada". Mas, eu diria "por tudo e por tudo". Pode algo não ser tão relevante para mim, mas, se é para o marido, "bora lá" festejar. Hoje, foi com 1 carrinho mini porque ele faz 20 anos que tirou a carta de condução. É importante para ele e eu aprendo a vibrar com a sua alegria. É, também, minha a alegria.
Cada mês que passa os dias já passam a ser mais contados, Deus aconselha a contar-mos os nossos dias. Penso que, também, para sermos mais conscientes do que andamos a construir.... os dias passam a voar e, muitas vezes, nem nos apercebemos das coisas a corrigir, como, também, acabamos por ser rápidos a praticar a ingratidão.
Diz o marido que arranjo pretexto para comemorar tudo. Porque é o dia do namoro, dia que nos conhecemos, dias do casamento,... Gosto, gosto de sentir que cada dia é um motivo de gratidão. Motivos, são infinitos! :)

terça-feira, 14 de julho de 2015

1.º aniversário... nas Ilhas Cíes :)

{... casada! :)
Há sempre uma primeira vez para tudo. Quanto mais os anos passam, penso eu, mais vamos tendo consciência e desfrutando mais dessas primeiras vezes. 3.º ano em que passo com o "namorido". No 1.º fomos para norte, tão bom entre Caminha e V.N. Cerveira e ainda demos um salto a Espanha. No 2.º ano, como prometido no ano anterior, passamos o dia [com paragem obrigatória em Caminha e Cerveira... ahhh... estes lugares tão bons!] em Baiona (Espanha) - Amei! Este ano, rumamos às ilhas Cíes (em Baiona). Nota-se que já me sinto em casa, todos os anos, pela altura do meu aniversário? Lugar perfeito, verão, lugar quentinho, simpático, com uma costa tremenda e dias longooossss. Foi o meu 1.º ano casada, com outro sabor, com vontade imensa de festejar, sempre, sempre em família. Sou pessoa de família, de núcleos duros. É um presente que Deus me deu... perdido estava à uns longos anos atrás. Pensava que não voltava a ter este sentimento de pertença. Deus é Fiel. Dá-nos mais do que aquilo que sonhamos.}
1.º aniversário casada: saída de véspera ao final da tarde, chegada a Baiona pelas 20h locais, jantar num restaurante tranquilo e simpático (a nossa mariscada que tanto gostamos!) e uma mega caminhada pela marginal de Baiona. Tão, mas, tão bom!
6.ª feira, acordamos no hotel simpático, mesmo no centro. A minha primeira reação não foi lá muito simpática porque o tempo estava totalmente enevoado. Ainda pensei perguntar se podiamos adiar, mas, Deus sempre à frente dos meus pensamentos limitados, lá me disseram que não era possível. Lá fomos, de ferry-boat (+/- 45 minutos) até à ilha. Tempo cerrado e cinzento, pensei: "ohhh, com esta água tão cristalina porque está assim o tempo? Logo hoje!!!" Não faltou muito para perceber que Deus cuida e dá-nos o melhor para desfrutarmos de um dia benção, na totalidade. Ora, para fazermos a caminhada de uns 7km, montanha acima, até ao pico, impossível com temperaturas altas. Foi, assim, uma manhã tremenda. Tempo ameno que me ajudou imenso na caminhada. Amei.
Da parte da tarde, o tempo abriu, o sol visitou e passamos a tarde na praia e eu até dei um valente mergulho. Aquele mar chamava por mim. Ficamos na ilha desde 09.45 até às 19.45. Amei! Aproveitamos ao máximo! Regressamos, fomos jantar (a um restaurante onde já tínhamos estado numa outra viagem a Baiona) e já estávamos tão cansados que regressamos ao hotel. Com um banho e massagens, acordei no dia seguinte renovada.
Sábado, passamos manhã na "Praia América" - água agradável, caminhada pelo areal (uns 4km) e descanso. Para mim, anti-praia e friorenta e ainda complexada com corpo, penso que foi a primeira vez que desfrutei, sem complexos. Até fiz o pino na água! ahahah como uma criança, portanto, Feliz! Amei!!! Nada eu, entro, assim, num novo ano de vida, mais leve. Mais a desfrutar das bençãos que Deus me dá, no mais simples que posso ter.
Almoçamos por lá, umas tapas deliciosas (eu, a achar que era pouco, ficamos super "enfartados" :)), comemos um gelado e descansamos um pouco, num passadiço perto, igualmente bonito.
De volta a PT, passamos por Caminha (amo aquele lugar!), mas, ventoso, rumamos a casa. Chegamos pelas 19h30, sábado. Cansados, eu com os pés doridos senti-me feliz. Tão, tão feliz!
Passei por lugares conhecidos, conhecia as ilhas Cíes. Constato que voltar aos lugares que gostamos imenso, reforça e descobrimos coisas novas, sentimentos mais fortes, paz no coração. Tempo abençoado. Grata, meu Deus!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Alzeimer

Lydia Howland: Mom... Can you tell me what the story was about?
Dr. Alice Howland: ...Love!
Lydia Howland: That's right mom... It was about love.

Semanas antes do casamento, fomos entregar-lhes o convite (tem uma ligação com o Ti, em modo: "segundo pai - filho"). O pastor pega no convite e fixa o olhar no desenho, olhar que procura lembranças do noivo. Olhava para o convite, olhava para o Ti; olhava para o convite, olhava para o Ti... Assim, longos minutos. Sorriu... ahhh... como tem um sorriso terno. Já disse que ele tem alzeimer à uns 7/8 anos?! [Já está na fase: sem andar, emite sons...:(]. Mas, tenho a certeza que identificou o momento, a razão daquele convite. Tenho a certeza...!
Ontem, nova visita. A certa altura, mostramos-lhe as mãos com as alianças. Ele pegou na mão do Ti e na minha... fixou o olhar nas alianças... Olhou para o Ti e sorriu... voltou a olhar para as alianças e a olhar para mim e sorriu. Olhar terno, cheio de Amor. Tenho a certeza que a doença leva os pensamentos, mas, não leva os sentimentos que somam tudo o que se cultivou durante a vida com memória. O pastor é exemplo desta máxima de Amor.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Paciência

A paciência devia ser ensinada na escola. Como se fosse uma disciplina, uma Língua Portuguesa ou uma Matemática. Acredito mesmo que é tão (ou mais) importante saber ser paciente como saber de cor a tabuada do sete ou a conjugação certa do verbo ser. Saber ser paciente devia dar direito a um 20 para quem aprende a falar no tempo certo, a avançar no tempo certo, a escolher no tempo certo, a zangar-se no tempo certo, a amar no tempo certo, a proteger-se no tempo certo, a ouvir, a responder, a calar, a chorar, a doer e a desapegar... tudo, no tempo certo.
Porque quem aprende a ser paciente aprende, também a ser confiante. A ser seguro. A querer o bem. A plantar o bem. E a saber que (só assim) o resto vem.
E é por isso que associo paciência ao que é muito bom. E ao que gostamos e queremos muito. Associo a maturidade, a cabeça arejada, a vida-bem-resolvida, a paz e muito amor-próprio. Associo a tudo aquilo que ninguém ensina na escola e que se aprende (e recebe) apenas de quem já foi obrigado pela vida a olhar para os dias com sabedoria dentro.

As coisas podem ser sempre melhores. Tenhamos nós a dose certa de paciência para as saber esperar. [às 9]

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Quando somos afogados pelas circunstâncias de outros

"Parar ajuda-nos a pôr tudo em perspectiva. Parar ajuda-nos a respirar fundo, a ganhar fôlego e  tomar balanço. Parar é tudo o que precisamos fazer quando queremos decidir o que fazer a seguir. 
E mesmo quando existem estradas que temos de percorrer até ao fim, este caminho mais longo ajuda-nos a reequacionar todas as prioridades e a arrumar no lugar certo as urgências que podem esperar."

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Semana 21/53

1. O fim-de-semama - o 1.º cheio de eventos, em modo casada. Amei!
2. 2 meses de casamento :)
3. Work - patrões fora, de vez em quando, é sinónimo de leveza e rádio rfm.
4. Semana em modo cerejas!!!
5. Novamente, o mimo em modo - bacalhau cozido. Kindness!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

2 meses »♥«

[dizem que esta fase honeymoon passa, por isso, seaze it and make each day count!:)]
Tem sido uma viagem tão boa, tão abençoada. De coração cheio pelo que o casamento tem adicionado aos meus dias. A minha vida, em quase tudo, é como um relógio, cujos ponteiros andam ao contrário, ou, como a vida de Benjamim Button: de trás para a frente... do mais exigente para o mais leve, da turbulência para o mar calmo, do mar para o rio. Pelo menos, é o que concluo quando olho para trás. O casamento, tem sido um somatório de dias em que cada dia, para mim, bençãos, desafios, busca constante da presença de Deus. Acima de tudo, da procura de tudo que vem de Deus para o nosso casamento. Daí o desafio e descobertas maravilhosas. A dois é sempre mais fácil. Amor e Perdão andam de mãos dadas.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Dos eventos em família

Sábado, dia de casamento. Ir a um casamento em que não conheço os noivos é diferente. Faz parte deste 2 em 1 que o casamento trás. Sou tímida por natureza e nada confortável nestas idas a eventos desconhecidos. Passado o evento concluo, mais uma vez, que "não há motivo para preocupações...!". Convidados q.b., simpatia, descontracção, em família. Ambiente que se tornou familiar e, sem contar, com imensas gargalhadas! Gostei muito. Domingo, rumo à Vila para um encontro totalmente familiar, tão cozy. Tão bom! Terminei o domingo a comemorar o birth da minha mimosinha.
Foi o meu primeiro fim-de-semana em eventos, na categoria casada. E, soube-me tão bem. Grata, meu Deus por todos estes momentos que me estás a proporcionar.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

As voltas da vida no espaço de 1 ano

Arrepio-me ao olhar para o meu "à 1 ano atrás..." e trago à memória a Palavra do Paizinho "o Meu pensamento não é o teu pensamento...". Trago à memória a mudança [radical] que os passos de fé me trouxeram. Passos confiando no Amor e Segurança que Deus me transmite.
Da SNT para RNV. Na nova casa à 1 ano muitas têm sido as aprendizagens: conhecer a família, perceber que somos todos caixas-surpresas. Nessas surpresas que tanto desgastam por não me sentir preparada, surpreendida pelas pessoas (nem sempre pelos melhores motivos), pelo alcance que o ser-humano, às vezes, vai para obter algo. Aprender a gerir as emoções, a saber estar nas situações, a ouvir Deus no que me confunde. Perceber que ser frontal nem sempre é sinónimo de má educação. Às vezes, urge a frontalidade para evitar danos (interiores) maiores. Verbalizar o que não está bem, trás consigo uma leveza na alma que não tem preço. É assim na família de Cristo.
A propósito de umas escapadelas agendadas para os próximos meses dou por mim a pensar que no ano passado, sentia-me tão feliz por ter ido 1 diazinho, no meu birth para um lugar que gosto imenso. Voltar aos lugares onde fomos felizes - é um dos lemas de vida. Este ano, com a permissão de Deus, os dias vão-se estender, agora, casada tem outro sabor. Expectante!
À 1 ano, apesar de namorar, estava longe de planear casar-me este ano... Estávamos em oração, mas a realidade humana não nos deixava dar esse passo. Mas, o Espírito Santo vai trabalhando o nosso coração aos pouquinhos e quando menos esperamos, Acção, a fé exige acção. E, Setembro chegou com a marcação do Dia. Marcar, antes que a coragem se vá... Desde esse dia autêntica agitação aos nossos dias se deram. Confiança, perseverança, fé no Paizinho que age nas circunstâncias improváveis.
1 ano, às vezes, é suficiente para toda uma vida mudar. Nem sempre depende de nós. Mas, outras vezes... ai as outras vezes, preciosamente a dependerem da acção que temos ou não! Porque se não agirmos.. Se... poderia estar tudo, exactamente, como estava à 1 ano atrás.

[De volta] Semana 20/53

Não perdendo o hábito detalhado em apontar num caderno os meus motivos de gratidão - neste 2015, para variar, optei por enumerá-los desde 1 de Janeiro, num caderno - sinto ser, também, importante o registo que fazia por aqui: 5 motivos de Gratidão da semana. O acréscimo, é sempre no  caderno pessoal, mas, em traços gerais ao ler por aqui os 5 motivos, leva-me sempre aos tantos outros. Deus bom! Deus fiel!
1. Da Graça de Deus nos meus assuntos - quando sentimos que precisamos da graça sem medida do Paizinho nos assuntos que fogem ao nosso controle.
2. E, com o mesmo assunto, Deus traz-me alivio nas decisões a tomar. Não é desta a viagem a tão desejada viagem.
3. 4.ª feira - finalmente, já temos os nossos estudos devidamente programados. Gosto-gosto-gosto de sentir chegar a organização à vida de casada.
4. Saved by the sister (in law) - a generosidade benção da querida Isa em me emprestar um vestido (salva-me de despesas extras que não vêem mesmo a calhar!).
5. O aniversário do Sr. Ni - tremendo exemplo na minha vida.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Oh, como Ele me Ama!

E, pronto, ando em amor pegado com o Paizinho. Sinto-me infinitamente amada pelo Paizinho! Sabem, aquelas situações em que estão a aguardar um miminho de Deus, ou melhor, um mimão de Deus. Depois, comprometem-se com algo. Mais tarde, percebem: "Oh! my God, vai ser difícil corresponder dadas a situação actual. Preciso, novamente, da Graça do Paizinho sobre este assunto!" (Tipo: Ele dá-vos um mimo, mas, depois percebem que ainda precisam de outro mimo... ah!ah!ah!) E pronto, quando menos esperam são, novamente, agraciados! Como Ele me ama! Tão, mas, tão grata Paizinho! Ohhh... como me amas!!! [e, hoje, ainda é 2.ª feira! :)]
***
"O amor de Deus por mim deslumbra-me sempre. A Sua bondade, a Sua perfeição, o Seu cuidado diário, o Seu plano e os Seus caminhos insondáveis - tudo isso me deslumbra. O modo como as Suas contas sempre batem certas, por mais voltas que eu dê na vida; o Seu propósito eterno em mim;... e os segredos de Deus a meu respeito - tudo isso me deslumbra." (Clarisse Barros)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

How Difficulty Can Make You Better, Not Bitter

“Paul said to the centurion and the soldiers, ‘Unless these men stay with the ship, you cannot be saved.’” (Acts 27:31 NIV)
Life is not fair. You will have problems, difficulties, and hurts that will make you better or bitter. You will either grow up or give up. You’ll either become who God wants you to be or your heart will become hard. You have to decide how you are going to respond to the tough times in your life. How will you handle it?
When you go through those difficult times, what happens to you is not nearly as important as what happens in you. That’s what you take into eternity — not the circumstances but your character.
In Acts 27, we learn three ways you shouldn’t respond:
Don’t drift. “The ship was caught by the storm and could not head into the wind; so we gave way to it and were driven along” (Acts 27:15 NIV). The ship carrying Paul and other prisoners to Rome was in the middle of the Mediterranean and hadn’t seen the sun for 14 days, so they couldn’t get any bearings, and they started to drift. When they face difficulty, some people start drifting through life. They have no goal, purpose, ambition, or dream for their life. Today, we call this “coasting.” The problem with coasting is that you’re headed downhill. Life is not a coast. Life’s tough. Don’t lose your ambition or your dream just because life gets hard.
Don’t discard. “We took such a violent battering from the storm that the next day they began to throw the cargo overboard” (Acts 27:18). The men in charge needed to lighten the ship, so they threw the cargo overboard, then the tackle and the food. They were discarding things they needed because the storm was so tough. When you get in a storm and the stress gets unbearable, you tend to start abandoning values and relationships you would not let go of in better times. You say, “I’m giving up on my marriage. I’m giving up on my dream to go to college.” God says, “Stay with the ship!” Have you done that in your marriage? Have you said, “Divorce is not an option for us. We’re going to make it work.” If you haven’t, you’ll always be tempted to walk out. If you don’t throw away the key, you’ll never develop the character God wants you to have. God can change situations and personalities. He can change you. But he won’t if you’re always abandoning ship! I’ve learned from personal experience that it is never God’s will to run from a difficult situation. God wants you to learn, grow, and develop. Stick with it.
Don’t despair. “We finally gave up all hope of being saved” (Acts 27:20). After 14 days in total darkness and after giving up their cargo, tackle, and food, the passengers finally give up hope. But they’d forgotten one thing: Even in a storm, God is in control. He hasn’t left you. You may not feel him, but if you feel far from God, guess who moved? God is with you in the storm, and he’ll help you through it. He is testing you to see if you’ll trust him. Will you pass the test? (here)

Gratidão »♥«

é o olhar para o que não tem preço que enriquece o meus dias e me faz estar (cada vez mais) atenta ao modo como Deus me ama: é o postal que alguém recebe a propósito do nosso Dia, é o aproveitar a minha hora de almoço para inspirar e desfrutar do jardim, são os assuntos pendentes que Deus cuida sem eu perceber, é o cuidado do marido para com a minha saúde, é aos poucos retomar aos hábitos importantes semanais, são os miminho da spal, é conseguir terminar de agradecer pelo tanto que nos enche o coração, é aprender sobre hospitalidade (uau, família Salgado!)... é viajar no tempo, ao que tanto está guardado no meu coração e surge, em modo, bacalhau cozido... tão simples quanto isto! e nunca terei palavras para agradecer este gesto... thanks d. Bi, amei este miminho! E, é saber que tudo isto tem o toque especial do Paizinho. Tão, tão grata. Sinto-me tão amada! »♥«
[foto da net]

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O que (não) quero

Das constâncias que permanecem há uma que é fio condutor: saber muito bem o que não quero (ser). Ter a certeza absoluta que com tempo, paciência e uma dose generosa de resiliência, tudo cai no sítio certo. E que a vida, a mesma que não pede autorização para mudar o rumo dos dias, a que nos obriga a manter muito claro o conceito de adaptabilidade, ensina, a quem quer aprender, que todos os dias temos à nossa frente duas escolhas:
- ficar no «conforto» da lamentação de tudo o que não somos ou não temos;
- ou encher o peito do ar que aprendemos a renovar, arregaçar as mangas, olhar para O novo plano e introduzir novas coordenadas no nosso gps. [aqui]

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Dos capítulos que se fecham

"Não dar passos sem deixar questões resolvidas. Aprender a não deixar pontas soltas, portas por fechar e janelas abertas quando é inverno lá fora. Ninguém diz que é fácil. Ninguém pode dizer. Porque não é nada fácil fazer este exercício. Não é nada simples manter esta disciplina interior. 
Às vezes, arrastamos o ponto final sabendo que aquela vírgula, aquelas reticências, aquele ponto e vírgula já não cabe. Às vezes, custa dizer não porque ainda pensamos mais nos outros (e no que os outros vão pensar ou sentir) do que em nós e em tudo aquilo que pensamos e sentimos." [aqui]
***
A propósito de um capítulo que se fechou em 2014.