quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Dos presentes (natalícios e não só!)

a semana entre o natal e o ano novo é das mais calmas e reconfortantes do ano. andamos todos mais devagar, metade da cidade de férias, vemos a família, estamos sempre mais perto dos amigos. parece que tudo corre num ritmo mais calmo e mais sereno. por contraste, os dias antes do natal cada vez me irritam mais. a correria pelos presentes torna a época uma desenfreada loucura entre jantares, lojas e viagens. pior, é a contabilidade das prendas: damos porque também nos dão, ou porque temos de dar, ou porque todos vão dar.. whatever. a mim, que gosto de simplesmente dar, agradeço cada vez que não recebo nada em troca. porque a troca, em si, estraga toda a intenção. aliás o que gosto mesmo é dar quando não é suposto. sem qualquer motivo aparente, apenas porque me apetece.
mas mais que o gesto, importa verdadeiramente o conteúdo. para mim, são três motivos que me fazem oferecer alguma coisa: saber que quem vai receber a prenda quer muito aquilo (e aqui entram todos os sapatos no caso feminino); ou, poder partilhar algo que gostei muito - um filme, um livro, um sítio - com alguém que sei que também vai gostar; ou, por último, o mais importante - dar algo que represente o que me liga a essa pessoa. podem ser ofertas mais simples, ou mais elaboradas, mas que fixem sempre na memória algum momento, intenção ou decisão da vida. pode ser um fio, se tiver uma medalha com os nossos nomes, pode ser um livro, se tiver aquele texto que nos ligou, pode ser uma viagem, se significar algo que foi, ou vai ser, memorável.
importante no meio de tudo isto é saber escolher o momento certo para dar. sim, porque na maioria das vezes o melhor presente do mundo, entregue na altura errada, não faz sequer sentido. assim, por mais frio e calculista que possa parecer, os presentes a sério devem ter um tempo muito bem pensado. por exemplo, quando nos damos a alguém, temos de saber marcar o ritmo. perceber que do outro lado, por mais que se queira, ou se anseie pela oferta, nem sempre a vida, a cabeça, ou até o coração estão prontos, ou com tempo, ou com espaço para receber.
dar, não coisas, mas nós próprios, não é tão simples como parece. não basta entregar tudo e dizer: toma lá e aproveita - isto sou eu todo para ti. não. não é inundar o outro de provas de amor e carinho. pelo contrário, é ter o esforço, a paciência e a compreensão para saber dar na medida certa do que a outra pessoa pode receber. e aí sim, estamos a dar, não tudo, mas o melhor de nós..
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Aprender a dizer NÃO! #2

"Like Martha in Luke’s Gospel, I was an expert at staying busy with serving and doing. But I was never able to take time to slow down because I placed my worth and value in my productivity.
So I just kept right on saying yes — even though it was destroying my health and my sanity … 
Finally, I got to the end of my rope. I couldn’t keep going like that. Something had to give. So I sat down with my husband and tearfully told him, “I can’t do this anymore. I’m overwhelmed. I’m exhausted. Help!”
I didn’t have to say “yes” to every commitment and opportunity that came my way. Nobody and nothing was obligating me to do anything except me!
Since that difficult time in my life, I’ve grown to love the word “no.” Not because it’s fun to say, but because I’ve realized that when I say “no” to one thing that’s a lower priority, it allows me to say “yes” to my highest priorities."
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Já tinha abordado este tema aqui e hoje li sobre o mesmo aqui. Abordagens diferentes, mas, ambas vêem de encontro a um traço do meu carácter que desde o ano passado tenho sentido melhorar: aprender a dizer NÃO! Tenho notado diferenças no meu estado de exaustão, na minha paz interior e na minha sanidade. Pesos demasiado pesados e desnecessários.
Tenho aprendido a dizer Não ao que não quero e não posso ser e ter na minha vida!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"I know a little more what God’s love is like. Thank you for that too."#1

1 Corinthians 13:13
“Three things will last forever—faith, hope, and love—and the greatest of these is love.”
E é nesta simplicidade destas palavras (estas palavras são para o seu amor, mas, bem que podiam ser derigidas a tantas outras pessoas!) que trago à memória esta verdade, na minha vida! num instante, trago à memória pessoas que Deus colocou na minha vida desde o meu 1.º dia na terra, que me vão mostrando como é esse Amor que é tão dEle. E, se há anos em que parece que não sentirmos, não conhecermos tanto desse Amor, há outros anos em que, esse Amor, nos é dado a conhecer com muita Força.
A todas essas pessoas, numerando-as uma a uma, no meu coração, agradeço! Gratidão, porque porque por causa delas, conheço um pouco mais do Amor de Deus.
Como é esse Amor, consistência, formato e medida. Tenho pensado nessa extensão que não conhecia muito bem e nem sabia existir. Através de algumas pessoas tenho conhecido mais desse Amor que Deus tem por mim.
Gratidão, Paizinho!

Let yourself be loved by Him. Count all the ways He loves you and Live!*

I HAD to count all my gifts — had to.
To keep me ‘here‘.”

Live! Live! C’mon, we need you to LIVE! The runt’s opened her begging mouth and I can feel her in my hand — I can feel her every warming swallow. I can feel her belly warming. Drink.
When you are dying of thirst, passively reading about water quenches little; the only way to be quenched is to actually get a cup and drink. We have to do more than read and think and plan, we’ll have to do something.
You’ve got to open up your mouth and swallow.
You’ve got to taste and see He’s good
God isn’t asking us to earn His love.
He’s simply asking us to turn towards His love.
You’ve got to taste His love.
You’ve got to grab a pen and count gifts. You’ve got to look for the glory and hunt for the grace and seize beauty in ugly and laugh brave and defiant in the dark and you can lose everything but nothing can steal Jesus and He is enough and you have got. to. live."
[*holy experience]
***
{quando estou naqueles dias, naquela fase que me sinto à procura das bençãos diárias de Deus na minha vida, afinal, não é loucura essa busca! é necessária, é importante a fim de sentir o amor que Ele tem por mim, nos dias mais turbulentos. faz todo o sentido.}

Mudanças, hábitos, zona de conforto #3

"Não há nada mais perigoso do que jogar pelo seguro. A vida inteira, ouvimos dizer que é melhor não arriscar demais. Que mais vale um pássaro na mão que dois a voar. Que o mais importante é a estabilidade. Que é perigoso voar alto, sonhar alto - e até, por vezes, pensar alto. Sabem que mais? A vida inteira, mentiram-nos. Não há risco maior do que não correr risco nenhum. Conhecem o mito de Ícaro? Preso no labirinto de Creta, Ícaro constrói umas asas de cera para tentar voar por cima das paredes do labirinto e fugir. O seu pai, Dédalo, avisa-o: "Cuidado, não voes muito alto, pois o sol pode derreter-te as asas." E o que acontece a seguir? Ícaro voa demasiado alto... e as suas asas de cera derretem. É assim que se costuma contar a história. A parte que nunca se conta, que é convenientemente esquecida, é a seguinte: Dédalo avisou o filho de que seria igualmente perigoso voar demasiado baixo, porque a água salgada comprometeria a capacidade de sustentação das asas. É curioso. Numa história em que voar demasiado alto e demasiado baixo comportam os mesmos riscos, porque será que só ouvimos falar dos riscos da primeira opção? Porque é mais fácil cair na ilusão da mediocridade. Porque, quando temos medo de explorar o nosso potencial até ao limite, e mais além, quando temos medo de dar tudo por tudo e falhar, então, é mais fácil acreditar que os riscos são perigosos, que a ambição é um defeito e que o difícil é, simplesmente, impossível. Não acreditar em tudo o que nos dizem que "não se pode" - e acreditar mais naquilo que nos faz pensar "eu consigo"."

A corrida para o Sol, numa manhã de Inverno

Manhã de Domingo:
Acordo, abro os olhos e vejo aquela luz, aqueles raios de sol que entram pela janela! Será verdade? Depois de dias de escuridão, trazidos por estes dias de chuva, de granizo, ventos fortes, e tudo-tudo o que caracteriza esta estação de Inverno, até parece um sonho!
Este break nestes dias, este inspira, este recarregar as baterias da Esperança. É, assim, urgente saltar da cama e correr atrás do Sol, da Natureza que inspira, de um pequeno-almoço na esplanada do meu Parque favorito, do passeio, das conversas, a calma, a tranquilidade. A sintonia, também, com as pessoas que, tal como eu, sentiram a urgência de inspirar uma manhã com raios de sol que aquecem tanto o coração.
Foram umas horas que souberam a mel. Baterias carregadas para mais uma semana de desafios.
Gratidão, Paizinho, por este miminho!!!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Semana 2/52 [2014]

1. A proposta - no meio da dita crise, faz bem ao coração este incentivo do Paizinho... no matter what!
2. less on to-do, more on to-be - as gargalhadas de um casal, 91 e 92 anos, casados à 66 anos! (fiquei com imensa vontade de me rir mais e mais) :)
3. O almoço - canelones caseiros - directamente de um almoço no qual não estive presente, contudo, este mimo trás-me à memória o constante Amor que o Paizinho tem por mim. Nos pequenos gestos, através das minhas pessoas.
4. Exemplo prático de Amor (durante um voo, um senhor teve uma atitude de amor para com a criança sentada ao lado, esta é autista!) - o genuíno Amor pelo nosso próximo, em qualquer circunstância, produz fruto bom na vida do outro e em nós! Mas que exemplo prático tão maravilhoso... amei!
5. Aprender mais e mais com o Paizinho: sobre o meu eu, sobre mudanças, sobre o peso da Eternidade nas minhas tribulações.

As tribulações na vida com perspectiva eterna.

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”
(2 Coríntios 4:17-18)
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Lia neste devocional um testemunho (diálogo entre alguém com uma pessoa invisual):
"“Acho uma grande tristeza que o Mestre não lhe tenha dado visão, tendo derramado tantos outros dons sobre você.”
ela respondeu: “Sabia que se no dia do meu nascimento eu pudesse ter feito um pedido, teria pedido para nascer cega? […] Porque quando chegar ao céu, o primeiro rosto com o qual alegrarei o meu olhar será o do meu Salvador.
***
Devem ser das passagens bíblicas mais lidas. Mas, parar, mastigar e reflectir nelas é outra conversa.
Quando estava a ler esta passagem, trouxe à memória o episódio que mais me trouxe dor, até hoje, a fim de poder entender melhor o alcance desta passagem. De facto, quão complicado é viver certos acontecimento com leveza e pensar que é esse episódio é momentâneo. Se há coisa que, quanto a mim, não acontecia era estar numa circunstância negativa e vê-la como passageira e leve.
Mas, ao ler a passagem por inteiro, leio o versículo 16 "Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia,..."
E, ao olhar para o mesmo episódio da minha vida (passado) e o meu hoje (presente), entendo esse desgaste ao longo dos anos e o renovo no meu presente. O mesmo Espírito que me deu a vida, também, me renova dia após dia, a fim de me preparar para a Eternidade.
No outro dia pensava no modo como Deus tem vindo a trabalhar o meu coração face a esse tal episódio (sei pelo modo como reajo ao pensar e falar nele). Hoje, ao ler esta passagem entendi que a tal tribulação foi leve e momentânea. Num tempo próprio (sempre longo, tendo em conta a minha esperança de vida, aqui na terra!), no tempo de Deus, contudo, ao olhar para a Eternidade é de facto momentânea a tribulação.
Leve, ainda a trabalhar nessa tal leveza no coração! :)