Até hoje, dos mais mixes. Dizia eu que 2013 foi o ano de perguntas. 2015, sem dúvida alguma, foi um Ano de Respostas. Assim, em modo resumé:
❥ casei-me com o meu melhor Amigo :)
❥ vivi cerca de 9 meses na casa emprestada dos Salgadinhos. Muito além do expectável. [E, eu que já devia saber que o Tempo não é meu!] Entrei no barco a pensar que seria por umas semanas, no limite, 4 meses... ah!ah!ah! O Paizinho já me conhece. Se me tivesse dito antes como seria, com toda a certeza, não entraria no barco.
❥ vivi cerca de 9 meses na casa emprestada dos Salgadinhos. Muito além do expectável. [E, eu que já devia saber que o Tempo não é meu!] Entrei no barco a pensar que seria por umas semanas, no limite, 4 meses... ah!ah!ah! O Paizinho já me conhece. Se me tivesse dito antes como seria, com toda a certeza, não entraria no barco.
Nestes 9 meses, aprendi mais sobre o verbo Esperar. Esse verbo que a maioria de nós não gosta e o qual entra na minha vida mais vezes do que eu meu eu gostaria, confesso. Mas, em tudo Deus tem um propósito, mesmo sem, muitas vezes, entender...
Aprendi a deixar-me Amar pela família que Deus me deu. A confiar, a ser "objecto" de Amor por parte de pessoas que, até então, eram só a família do meu namorado. Aprendi a deixar-me ajudar, a aliviar a carga dos dias e, de um passado. Família. Aprendi a rir-me mais da tribulação, com verdadeiro contentamento.
Aprendi (mais uma!) uma grande lição sobre Generosidade, do que flui do coração e o que é "Ser Família", não tem preço. Só resta a dívida de Gratidão (a única dívida que amo). Ahhhh... como edifica ver, viver, aprender como se pratica a Generosidade. Grata, família Salgado por esta aula tão valiosa.
❥ com a Graça de Deus, Home Sweet Home - foi uma caminhada a transbordar de desafios. Mas, olhando para trás e a sentir o que estou a sentir hoje, todos esses espinhos se dissiparam e, muito sinceramente, já tenho dificuldade em me lembrar, ao detalhe, dos dissabores desta caminhada. A Felicidade, o sentir: "é mesmo comigo que está a acontecer tudo isto?" trás à minha memória a grande Promessa de Deus. Diz Ele que não teria atraso de um só dia... tão verdade! Em todos os ângulos, alcançando muitos, o Tempo só podia ser mesmo este. Tão, mas, tão cheia de Gratidão!
❥ Regressou a Casa, a 30 de Novembro, o meu Lille Ven - ao contrário da maioria das pessoas que testemunharam a sua presença nas suas vidas no seu tempo lúcido, eu, devo ter sido das poucas pessoas a dar testemunho no período da sua doença Alzheimer.
No inicio do meu namoro com o Ti, já lá vão 3 anos, Lille Ven começou a sua perda de memória entre quedas e internamentos no hospital, com os filhos a viver noutros países, a esposa, até então (e, ao longo de uns 50 anos de vida), tão dependente do amigo, marido e pastor.
Pessoalmente, a permanência na sua vida foi nos mais diversos lugares e estados da doença: em sua casa, dar-lhe de comer, aconchegar-lhe a manta, calçá-lo. No hospital, pós-quedas, dar-lhe de comer, fazer-lhe companhia. Percebermos que sozinhos não podiam estar, ida para um primeiro lar de idosos e constantes visitas. Mudança de lar para o LEP, a sua última residência, entre nós.
Ao longo destes 3 anos, constatei, mais uma vez, que os grandes Servos de Deus, na fase final de vida, não recebem o Amor que deveriam. Isso, entristeceu-me imenso. Fez-me, também, perceber que o cristianismo se revela, exactamente, nestas circunstâncias adversas. Quando as cortinas se fecham, aí se revelam quem se vai levantar para aplaudir e dar um passo em frente para servir (não só, mas, também!) a quem já serviu de um modo sobrenatural. Mas, lá está, a Palavra de Deus diz-nos que é assim mesmo no percurso de vida dos Servos de Deus. Motivo de orgulho, para estas vidas.
Aprendi que o Amor, a humildade, a doçura e o riso fácil não se apagam com a doença. Pareceu-me que esquecendo-se de andar e falar, manteve estas características que fizeram dele o pastor que foi. Ah... e das pessoas que o marcaram, dessas ele não se esquece. Tinha memória delas, apesar de não se recordar de onde ou qual o grau de parentesco. Mas, acredito que soube sempre que eram especiais na sua vida.
Aprendi, mais de mim: vale a pena investir tempo e orações por quem mais precisa. É o caminho certo, o coração que Deus quer que tenhamos com os Seus Filhos.
Alzheimer, a doença que leva os pensamentos, mas, não leva os sentimentos.
❥ desactivei o meu FB - apesar do modo com que esta rede social me aproxima de pessoal que não vejo regularmente, ou, à imenso tempo; trás o lado vício, ler o que não quero e nem gosto, um pouco tóxico nos relacionamentos. A vida real é mais edificante, sem dúvida!
❥ De malas na mala no carrinho velhinho (que já foi do Lille Ven) cumpri, sem dar conta disso, um grande sonho de à anos (ahhh... quantas vezes via noutras famílias e pensava: "deve ser tão bom...") - pelo país fora, mapa na mão (amo apontar as paragens no mapa já a rasgar de tanto uso!) lá fomos, na lua-de-mel, uma volta ao nosso Portugal. De norte a Sul, interior e litoral. Um pouco por todos os cantinhos do país, conheci, desfrutei com o marido uma viagem tão deliciosa. Portugal é lindo! Nas férias grandes, lá fomos nós, novamente. No meu birth, por Baiona. Mas, que ano em viagem de carro. Ahh... tãooo bommm!!!!
❥ Saúde - é este o maior motivo de gratidão, para mim, família eterna e quem me rodeia.
Não, nunca pensei ser possível viver ao limite sonhos que (em alguns casos) nem sabia ter. É, assim, o Paizinho. Sempre a mimar.
2015, senti que recebi muito mais do que preciso. O que tenho é mais do que suficiente. Faz-me pensar que 2016 será um ano de escoar o excedente (uma tarefa iniciada em final de 2015) para equilibrar essa "suficiência".
____
[* Filipenses 4:18 Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus.
Aprendi (mais uma!) uma grande lição sobre Generosidade, do que flui do coração e o que é "Ser Família", não tem preço. Só resta a dívida de Gratidão (a única dívida que amo). Ahhhh... como edifica ver, viver, aprender como se pratica a Generosidade. Grata, família Salgado por esta aula tão valiosa.
❥ com a Graça de Deus, Home Sweet Home - foi uma caminhada a transbordar de desafios. Mas, olhando para trás e a sentir o que estou a sentir hoje, todos esses espinhos se dissiparam e, muito sinceramente, já tenho dificuldade em me lembrar, ao detalhe, dos dissabores desta caminhada. A Felicidade, o sentir: "é mesmo comigo que está a acontecer tudo isto?" trás à minha memória a grande Promessa de Deus. Diz Ele que não teria atraso de um só dia... tão verdade! Em todos os ângulos, alcançando muitos, o Tempo só podia ser mesmo este. Tão, mas, tão cheia de Gratidão!
❥ Regressou a Casa, a 30 de Novembro, o meu Lille Ven - ao contrário da maioria das pessoas que testemunharam a sua presença nas suas vidas no seu tempo lúcido, eu, devo ter sido das poucas pessoas a dar testemunho no período da sua doença Alzheimer.
No inicio do meu namoro com o Ti, já lá vão 3 anos, Lille Ven começou a sua perda de memória entre quedas e internamentos no hospital, com os filhos a viver noutros países, a esposa, até então (e, ao longo de uns 50 anos de vida), tão dependente do amigo, marido e pastor.
Pessoalmente, a permanência na sua vida foi nos mais diversos lugares e estados da doença: em sua casa, dar-lhe de comer, aconchegar-lhe a manta, calçá-lo. No hospital, pós-quedas, dar-lhe de comer, fazer-lhe companhia. Percebermos que sozinhos não podiam estar, ida para um primeiro lar de idosos e constantes visitas. Mudança de lar para o LEP, a sua última residência, entre nós.
Ao longo destes 3 anos, constatei, mais uma vez, que os grandes Servos de Deus, na fase final de vida, não recebem o Amor que deveriam. Isso, entristeceu-me imenso. Fez-me, também, perceber que o cristianismo se revela, exactamente, nestas circunstâncias adversas. Quando as cortinas se fecham, aí se revelam quem se vai levantar para aplaudir e dar um passo em frente para servir (não só, mas, também!) a quem já serviu de um modo sobrenatural. Mas, lá está, a Palavra de Deus diz-nos que é assim mesmo no percurso de vida dos Servos de Deus. Motivo de orgulho, para estas vidas.
Aprendi que o Amor, a humildade, a doçura e o riso fácil não se apagam com a doença. Pareceu-me que esquecendo-se de andar e falar, manteve estas características que fizeram dele o pastor que foi. Ah... e das pessoas que o marcaram, dessas ele não se esquece. Tinha memória delas, apesar de não se recordar de onde ou qual o grau de parentesco. Mas, acredito que soube sempre que eram especiais na sua vida.
Aprendi, mais de mim: vale a pena investir tempo e orações por quem mais precisa. É o caminho certo, o coração que Deus quer que tenhamos com os Seus Filhos.
Alzheimer, a doença que leva os pensamentos, mas, não leva os sentimentos.
❥ desactivei o meu FB - apesar do modo com que esta rede social me aproxima de pessoal que não vejo regularmente, ou, à imenso tempo; trás o lado vício, ler o que não quero e nem gosto, um pouco tóxico nos relacionamentos. A vida real é mais edificante, sem dúvida!
❥ De malas na mala no carrinho velhinho (que já foi do Lille Ven) cumpri, sem dar conta disso, um grande sonho de à anos (ahhh... quantas vezes via noutras famílias e pensava: "deve ser tão bom...") - pelo país fora, mapa na mão (amo apontar as paragens no mapa já a rasgar de tanto uso!) lá fomos, na lua-de-mel, uma volta ao nosso Portugal. De norte a Sul, interior e litoral. Um pouco por todos os cantinhos do país, conheci, desfrutei com o marido uma viagem tão deliciosa. Portugal é lindo! Nas férias grandes, lá fomos nós, novamente. No meu birth, por Baiona. Mas, que ano em viagem de carro. Ahh... tãooo bommm!!!!
❥ Saúde - é este o maior motivo de gratidão, para mim, família eterna e quem me rodeia.
Não, nunca pensei ser possível viver ao limite sonhos que (em alguns casos) nem sabia ter. É, assim, o Paizinho. Sempre a mimar.
2015, senti que recebi muito mais do que preciso. O que tenho é mais do que suficiente. Faz-me pensar que 2016 será um ano de escoar o excedente (uma tarefa iniciada em final de 2015) para equilibrar essa "suficiência".
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[* Filipenses 4:18 Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus.
