sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

❥ Home Sweet Home ❥ #3

[Gratidão por aprender a deixar amarem-me]
Um dos "modos-de-estar" na vida, em especial, perante os outros que fui adquirindo ao longo dos anos foi a máxima: não incomodar o meu próximo. Fui interiorizando: "não quero ser estorvo, não quero atrapalhar a rotina de outros com as minhas situações,...". Faz-me lembrar um livro que li à tempos, de Joyce Meyer, cujo tema me é dirigido: o campo de batalha na minha mente.
Vamos interiorizando falsas verdades, algumas vezes (ou, quase sempre!), originadas pelas circunstâncias vidas. E, se as circunstâncias forem más, vamos formando falsas verdades que, a longo prazo, formam correntes e falsas verdades sobre o modo como olhamos para os outros. Aí, a caminhada torna-se muito mais difícil porque não aceitamos a ajuda de ninguém... não vá estarmos a incomodar o outro.
Ao longo de, mais ou menos, 20 anos (!!!) uma dos pontos na minha personalidade acorrentada foi, exactamente, esta falsa verdade em batalha na minha mente.
O casamento e, neste momento, tudo que gira à volta da Mudança para o meu novo Lar faz-me pensar nestas falsas verdades que estão a ser substituídas pela Verdade do Paizinho.
[Porque as armas da nossa milícia não são carnais
[armas de carne e sangue], e sim poderosas em Deus,
para destruir [derrotar] fortalezas, anulando sofismas,
[Visto que refutamos argumentos e teorias e
questionamentos] e toda altivez [e superioridade] que se
levante contra o [verdadeiro] conhecimento de Deus, e
levando cativo todo pensamento [e propósito] à
obediência de Cristo (o Messias, o Ungido).
2 Coríntios 10.4-5
Mudanças que me "obrigam" a ver a Verdade, a perceber que o tal incomodo não é aceite na verdadeira Família que Deus coloca na minha vida.
Ontem, tinha marcado com o sr. dos electrodomésticos pelas 18h30. Ora, dado o caos do trânsito, eram perto das 19h e eu atrasada. Sem contacto do senhor, o marido não estava perto e com telemóvel desligado, vi-me "obrigada" a ligar ao sogro (só eu sei o quanto me custa ligar, a "incomodar"!). Ele, que estava perto da loja, sem eu ter pedido, foi logo lá e, daqui ligaram ao senhor que estava à minha espera.... Tão, mas, tão simples... E, eu, em batalha na minha mente.
A caminhar, em passo acelerado, pensava o quão Grata sou pelas minhas pessoas. Pelo modo, sem se aperceberem, como me ensinam que é benção ter pessoas-família que nos ajudam nas áreas que não conseguimos chegar.
A caminhar, em passo acelerado, pensava nas minhas madrinhas que tão alegremente me têm ajudado a mobilar, marcar com fornecedores, estarem disponíveis para irem ao nosso Lar nos horários que me são impossíveis.
A caminhar, em passo acelerado, pensava no marido que, no tanto, me ajuda a carregar os fardos diários. Sem cobranças, simplesmente, porque me Ama.
A caminhar, em passo acelerado, trouxe à memória, a conversa que tive com o Salgado e sobre o modo natural com ele, como família, vê a Família.
Assim, sem preço. Não há preço que pague estes Laços que Deus criou no coração humano e que, tantas vezes, são deturpados e sem sentido em tantas famílias causando as suas destruições ou maus relacionamentos.
Desacorrentar o coração de pensamentos errados. Alinhar e aproveitar as circunstâncias que Deus coloca nas nossas vidas para viver muito mais Feliz, em Família.