[aqueles desabafos, em que nos revemos. Não nesta dor especifica, mas, noutras dores. Cada um de nós trava o seu próprio desafio. Também, pertenço ao grupo de pessoas que encara Setembro como começar um novo ciclo em certas áreas! Tão, tão bom ler este desabafo]
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* "Depois de um período (longo) de costas voltadas para mim, de ter encontrado na dor da perda (a segunda perda) uma razão forte para encolher os ombros ao resto, para seguir em frente e ignorar todos os sinais, todos os pedidos que o meu corpo me fez, todas as campainhas de alerta que encontrei pelo caminho e que fingi não ouvir, páro apenas quando a vida põe à minha frente um enorme semáforo (saúde em risco) que não sai da cor vermelha. E é aí que somos mesmo forçados a parar e enfrentar. A olhar para dentro de nós. A deixar de usar a dor e o tempo e o resto do mundo, como "desculpa" para não sermos a nossa prioridade. A aceitar que (se calhar) precisamos de ajuda. E a agradecer quando a ajuda surge pela mão de quem nos quer bem. Começou ontem um novo ciclo. Começou ontem uma nova oportunidade que a vida me deu para voltar a fazer as pazes com uma parte de mim. Começa hoje a minha prova de fé, a vontade de provar a mim mesma que sou capaz. E de dizer, de peito aberto, a quem me lê, que acredito que as pessoas também podem inspirar os outros nas suas fragilidades. Afinal, somos todos tão parecidos nos medos, nas dúvidas, nas lutas e na certeza de que ninguém é perfeito, ninguém faz sempre tudo certo, nenhuma vida se pinta só de cor de rosa.Esta é a minha luta. (...)"