"Uma vida exterior simples e modesta só pode fazer bem, tanto ao corpo como ao espírito. (...) Cada um age não só sob pressão exterior como também de acordo com a sua necessidade interior. O pensamento de Schopenhauer: «O homem pode, na verdade, fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer», impressionou-me vivamente desde a juventude e tem sido para mim um consolo constante e uma fonte inesgotável de tolerância. (...) cada homem tem certos ideais, que o orientam nos seus esforços e juízos. Neste sentido o bem-estar e a felicidade nunca me pareceram um fim em si (chamo a esta base ética o ideal da vara de porcos). Os ideais que me iluminavam e me encheram incessantemente de alegre coragem de viver foram sempre a bondade, a beleza e a verdade. Sem o sentimento de harmonia com aqueles que têm as mesmas convicções, sem a indagação daquilo que é objectivo e eternamente inatingível no campo da arte e da investigação científica, a vida ter-me-ia parecido vazia. Os fins banais do esforço humano: propriedade, êxito exterior e luxo pareceram-me desprezíveis desde jovem."
[Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo']
[Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo']
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Faz-me lembrar as palavras de Salomão, em Eclesiastes:
"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. (...)
Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. (...)
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. (...)
Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. (...)
De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. (...)"
"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. (...)
Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. (...)
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. (...)
Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. (...)
De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. (...)"
